Hum.
Há momentos nos quais fica claro para mim, o quão importante é se gostar. Se gostar mesmo, de verdade, intensamente, não necessariamente ininterruptamente; claro. Gostar de si para gostarem de você. Realmente faz sentido. Na prática, inclusive.
Se gostar mais do que a higiene pessoal; isso é muito básico e embora fundamental é pouco. Pouco quando se quer (o) gostar dos outros.
[...]
A partir de hoje só vou tomar cerveja preta e doce. As que eu gosto. Chega de qualquer outra modalidade de álcool (?). Gostar de mim intensamente. Começando pelo que bebo.
Fazer o que se gosta. Se gostar… http://tiny.cc/oHNGK
Quem sou eu:
Não mais.
Fui atrás do caos, àquela opereta da minha utopia.
Hoje, me reestruturo a cada instante em que me desconstruo. Seguroda desordem, quando a anarquia deixou o status
de fobia.
Agora. Agora eu finjo que tapo os ouvidos com um só dedo de cada mão
e deixo os “defeitos” assumirem o seu lugar devido, previsto. Hora destaque, hora zumbido – do passado futuro.
Encaminho-me para os finais dum universal recomeço e galgo
o que considero meu maior apreço:
sensação de liberdade. Liberdade de estar.
Amanhã… Já sei!?
Eu adoro rotina. Mesmo. De verdade. Acordar na minha casa – ou na casa duma mulher quando estou namorando – , ir trabalhar no mesmo lugar, rever as pessoas que conheço… Enfim, rotina. Rotina de trabalho e por que não, rotina amorosa; ligar, ver à noite, sair no final de semana… Mas calma. Não estou falando de fazer tudo igual o tempo todo, sem novidade; uma chatice só. Nada disso. Até por que, impossível fazer tudo igual nesta vida. É sim. Impossível. Lembra da estória do mesmo rio… Que a água que passa por ele, não é mais a mesma? Pois é. Fazer tudo igual, só se for na teoria. O que acontece é ter uma rotina e saber mais ou menos o que irá acontecer. Um plano.
Eu acho engraçado quando as pessoas se assustam ao falarem de rotina. Como se fosse um pesadelo, um bicho-papão. Né nada! Como disse rotina não implica em obviedade ou mesmo, para ser enfático apesar de redundante, mesmice. É apenas um primeiro script, um rascunho do que se quer e ou se “deve” fazer naquele dia, naquela semana, no mês, talvez durante alguns anos. Enfim, um primeiro rabisco da vida.
Assim sendo (e é), claro que em meio a uma determinada rotina há espaço para inovar, “fugir”, procrastinar e sim, até mesmo mudar. Transformar.
Eu tenho uma rotina. Mas considero uma pseudo-rotina levando e conta o caráter mutante das coisas. Portanto na TV que eu ligo todos os dias enquanto tomo café da manhã, passam programas diferentes, filmes diferentes. O café, por mais que seja composto de fruta, pão e café propriamente dito… Nunca é igual ao do dia anterior e nem será como o do dia seguinte. Aliás, eu até queria aprender a fazer o café sempre do mesmo jeito. Continuando, a vizinha que eu encontro no elevador também nunca é a mesma. Com certeza ela mudou em alguma coisa de ontem para hoje. Assim como você, assim como eu.
Desse modo, gosto e não me sinto nem um pouco incomodado com a rotina. E como em tudo (ou quase) na vida uma dose de equilíbrio vai muito bem, se minha rotina mudar de uma hora para outra ou inexistir por um tempo (seja ele qual for), nada de desespero, frustração ou incômodo. Ok, algo mudou mais do que o de costume. Sem problemas.
Então, claro que farras são bem vindas, viagens idem, pessoas diferentes, surpresas no amor… Dinâmica, dialética. Rotina, só no papel. Ou se mais que isso, apenas por um certo tempo. Somos complexos demais. Pense ai.
Sabe o que esse tema me lembra agora? Uma parte da música do Carlos Careqa e Adriano Sátiro, magistralmente interpretada por Vania Abreu. A música chama Ser igual é legal (CD Pra Mim) e o trecho é o refrão: “Gente não precisa ser / Sempre original / Ser igual é legal”.
Sonhar, (num) segundo.
Ela, somente ela, totalmente aquela. Eu já quis e perpetuo o conforto do desejo. A quero, como nunca, tal qual, sempre.
Chega de volta, me deseja desde…
Hoje, através do corpo, sustentado pela alma, compromisso.
Nem distância…
Acabei de rever o filme “O Incrível Hulk”… E hoje penso entender melhor como um amor verdadeiro pode resistir ao tempo e sua variedade de contingências.
Neste filme, Bruce reencontra Betty após aproximadamente dois anos sem vê-la, fugindo para não deixarem usar o Hulk como uma arma militar. Pois, eles se reencontram e o amor entre eles é o mesmo.
Betty está namorando um outro cara e parece muito feliz, mas fica claro como ela ama (“mais?”) o Bruce. Daí fiquei pensando nos meus relacionamentos – sem apego ou dor, pensei: será que alguma delas volta na minha vida? – e principalmente como é forte essa coisa do amor entre as pessoas. As coisas mudam, as pessoas mudam e o amor entre elas pode permanecer. O desejo, o cuidado, o carinho podem permanecer. Assim, forte e pleno como desde o “primeiro dia”. Assim, o maior de todos para ambos.
É, estou considerando a existência de “graus de amor” e não compreendendo o “amor menor” como paixão. Amor é amor. No entanto, acredito existirem amores e amores.
Enfim, fiquei maravilhado ao pensar sobre O Amor e em ver como ele pode ser resiliente.
É pela rua que se anda.
A possibilidade de não ser ela era quase zero. Um carro “cor de rosa leite condensado”, ou como Maria diria, “cor de rosa iogurte natural”, seria impossível não ser notado.
[...]
Existe isso?
[...]
- Quero crescer, quero crescer! Exacerbava Mônica.
E ali, quem sabe, estaria uma garota frustrada com o que não veio a ser. Autêntica, doce, mas com medo de (se) perder.
Particularidades para maiores.
Procurar entender e mais (ou melhor), explicar o porquê de uma música (ou conjunto delas) lhe agrada e ou “faz sentido” para você, é uma árdua (ou mesmo impossível) tarefa.
A particularidade reina neste terreno. Porém… E como explicar, significar o fato de músicas e bandas serem adoradas por centenas, milhares, bilhões de pessoas? Ora pois. Ao lado da nossa singularidade, está a incontestável verdade de que também somos integrandes da massa humana. Como tais, possuimos e espelhamos uns nos outros uma gama de similaridades de anseios, medos, angústias…
Então retornando à particularidade, pode ser de cada um o motivo pelo qual uma canção faz todo o sentido para você e ou para determinada pessoa. E penso que não é qualquer exagero afirmar que além da música em si, há muito mais. As vezes é a maneira de falar do/da vocalista, algum gesto que lhe soa como gentil, afetuoso; a postura dos integrantes da banda frente a eventos sociais; o que eles comem; como se vestem; a semelhança física com algum amigo/parente ou se são os próprios amigos/parentes… Ah, eu gosto e pronto!
Quinta (o) e Xoxó num só lugar!

Do Quinto ao Xoxó e vise-versa. Da esquerda para a direira, capa do mais novo CD de Marcelo Quintanilha e a figura enigmática e faceira de Xoxó.
Seria Xoxó um alterego de Marcelo Quintanilha? Altruísta que só ele – ainda mais na música – a resposta, ao meu perceber, é sim e não. É, por que ele, como todos nós, tem o lado cômico, irreverente, despojado e provocador. Não é, por que Xoxó já é uma entidade, um verdadeiro mito – explicação da realidade – do Carnaval; não apenas o baiano.
Considero estreitas, as opiniões que li a respeito de Xoxó. Críticos, diga-se exclusivamente “críticos”, despejaram quase blasfêmias sobre Quinta, por estar ele supostamente “se desviando de um caminho ‘mpbdiano’”. Ah! Qual a incoerência que pode haver entre musicar hora com seriedade ora com brincadeira?
Marcelo Quintanilha, o Quinta, vem construindo uma carreira musical sólida e engajada (vide “Quinto” e os trabalhos anteriores). Cantor e compositor paulista, sempre manifestou em sua arte a ocupação sócio-existencial com poesia da mais alta qualidade. Inserido e vidente de seu tempo, Quinta não deixa passar as belezas e as agruras que estão ao seu redor e transmite magistralmente com sua música caminhos contemplação, reflexão e ação.
Xoxó, portanto é a brincadeira, a pureza e a irreverência sadia da festa popular. Que se faça folia, que se compartilhe alegria e que seja pleno e cordial este nosso Carnaval.
Parabéns Quinta! Viva Xoxó!
DICA: Quem estiver em Salvador descubra e confira a alegria de Xoxó que estará no Trio Eletrônico de Daniela Mercury, no sábado (21/02) de carnaval, às 19h00, na Barra.
DICA QUENTÍSSIMA: Ainda na temática do Carnaval, a parceria entre Marcelo Quintanilha e Sérgio Valente produziu uma bela obra. Veja agora, AQUI!