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Arquivo para a categoria ‘Existência’

Psiu.

O silêncio

, em qualquer lugar,

é fácil de suportar.

 

No entanto a solidão

, num bar,

é extremamente difícil de agüentar.

 

(Para mim).

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Quem sou eu:

Eu sou
aquele que não correu.

Não mais.

Fui atrás do caos, àquela opereta da minha utopia.

Hoje, me reestruturo a cada instante em que me desconstruo. Seguro

da desordem, quando a anarquia deixou o status

de fobia.

Agora. Agora eu finjo que tapo os ouvidos com um só dedo de cada mão

e deixo os “defeitos” assumirem o seu lugar devido, previsto. Hora destaque, hora zumbido – do passado futuro.

Encaminho-me para os finais dum universal recomeço e galgo

o que considero meu maior apreço:
sensação de liberdade. Liberdade de estar.

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Amanhã… Já sei!?

Eu adoro rotina. Mesmo. De verdade. Acordar na minha casa – ou na casa duma mulher quando estou namorando – , ir trabalhar no mesmo lugar, rever as pessoas que conheço… Enfim, rotina. Rotina de trabalho e por que não, rotina amorosa; ligar, ver à noite, sair no final de semana… Mas calma. Não estou falando de fazer tudo igual o tempo todo, sem novidade; uma chatice só. Nada disso. Até por que, impossível fazer tudo igual nesta vida. É sim. Impossível. Lembra da estória do mesmo rio… Que a água que passa por ele, não é mais a mesma? Pois é. Fazer tudo igual, só se for na teoria. O que acontece é ter uma rotina e saber mais ou menos o que irá acontecer. Um plano.

Eu acho engraçado quando as pessoas se assustam ao falarem de rotina. Como se fosse um pesadelo, um bicho-papão. Né nada! Como disse rotina não implica em obviedade ou mesmo, para ser enfático apesar de redundante, mesmice. É apenas um primeiro script, um rascunho do que se quer e ou se “deve” fazer naquele dia, naquela semana, no mês, talvez durante alguns anos. Enfim, um primeiro rabisco da vida.

Assim sendo (e é), claro que em meio a uma determinada rotina há espaço para inovar, “fugir”, procrastinar e sim, até mesmo mudar. Transformar.

Eu tenho uma rotina. Mas considero uma pseudo-rotina levando e conta o caráter mutante das coisas. Portanto na TV que eu ligo todos os dias enquanto tomo café da manhã, passam programas diferentes, filmes diferentes. O café, por mais que seja composto de fruta, pão e café propriamente dito… Nunca é igual ao do dia anterior e nem será como o do dia seguinte. Aliás, eu até queria aprender a fazer o café sempre do mesmo jeito. Continuando, a vizinha que eu encontro no elevador também nunca é a mesma. Com certeza ela mudou em alguma coisa de ontem para hoje. Assim como você, assim como eu.

Desse modo, gosto e não me sinto nem um pouco incomodado com a rotina. E como em tudo (ou quase) na vida uma dose de equilíbrio vai muito bem, se minha rotina mudar de uma hora para outra ou inexistir por um tempo (seja ele qual for), nada de desespero, frustração ou incômodo. Ok, algo mudou mais do que o de costume. Sem problemas.

Então, claro que farras são bem vindas, viagens idem, pessoas diferentes, surpresas no amor… Dinâmica, dialética. Rotina, só no papel. Ou se mais que isso, apenas por um certo tempo. Somos complexos demais. Pense ai.

Sabe o que esse tema me lembra agora? Uma parte da música do Carlos Careqa e Adriano Sátiro, magistralmente interpretada por Vania Abreu. A música chama  Ser igual é legal (CD Pra Mim) e o trecho é o refrão: “Gente não precisa ser / Sempre original / Ser igual é legal”.

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É pela rua que se anda.

A possibilidade de não ser ela era quase zero. Um carro “cor de rosa leite condensado”, ou como Maria diria, “cor de rosa  iogurte natural”, seria impossível não ser notado.

[...]

Existe isso?

[...]

- Quero crescer, quero crescer! Exacerbava Mônica.

E ali, quem sabe, estaria uma garota frustrada com o que não veio a ser. Autêntica, doce, mas com medo de (se) perder.

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